quarta-feira, 30 de julho de 2008

Elas se chamam Carolina, Januária

Luísa, Angélica, Ana, Rita, Madalena, Bárbara. Outras não são nominadas. E são
muitas. Aparecem como mãe, filha, amada, prostituta, irmã, escrava. Às vezes,
choram sua dor, dramáticas, como a Joana de A Gota d'Água; outras dialogam com o
homem, lúdicas ou desesperadas, ou com outras mulheres, como as personagens de
Calabar e Ópera do Malandro. Outras vezes, são o sujeito inatingível do amor do
homem ou a ingrata que o abandonou. Extremamente diferentes, têm um ponto em
comum: falam por meio da poesia de Chico Buarque.

(Maria Helena Sansão Fontes)


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