quinta-feira, 31 de julho de 2008

ENSAIO em preto e branco

tocadora de instrumento
anna
bárbara
calabar
mulheres de atenas


Teatro de Câmara Túlio Piva
Ensaio fechado - 28 de julho de 2008
Fotos: Lú Mena Barreto

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Elas se chamam Carolina, Januária

Luísa, Angélica, Ana, Rita, Madalena, Bárbara. Outras não são nominadas. E são
muitas. Aparecem como mãe, filha, amada, prostituta, irmã, escrava. Às vezes,
choram sua dor, dramáticas, como a Joana de A Gota d'Água; outras dialogam com o
homem, lúdicas ou desesperadas, ou com outras mulheres, como as personagens de
Calabar e Ópera do Malandro. Outras vezes, são o sujeito inatingível do amor do
homem ou a ingrata que o abandonou. Extremamente diferentes, têm um ponto em
comum: falam por meio da poesia de Chico Buarque.

(Maria Helena Sansão Fontes)


domingo, 27 de julho de 2008

Em primeira mão


Nesta segunda-feira dia 28 de julho teremos uma tarde inteira de ensaio
no teatro de câmara.
Luxo total!!!
Luxo também é a arte do cartaz criada por Fernando Bakos.
Foto Lú Mena Barreto.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Dominatrix




Do latin dominatrix, significando uma fêmea dominadora; no plural dominatrices ou dominatrixes).

Seu jogo gira em torno da Dominação e submissão. Mais conhecido

como prática sado-masochistic sexual .

terça-feira, 15 de julho de 2008

Sou Porta Bandeira de Mim

"Quem dança vive mais" Dionísio
A rosa, saborosa porta bandeira
encanta o veloz beija flor, seu mestre sala. Ele se aproxima volta ligeiramente as asas em sua direção e sai. De novo se aproxima, rouba-lhe um beijo e sai. E a rosa diante dele não permanece passiva.
Ela também dança.
Tá chegando o dia de colocar o bloco na rua. Queremos a harmonia precisa do mestre-sala e da porta-bandeira. Desfile no carro de Dionísio na avenida das possibilidades. Os desejos são adereços. Cobra-de- vidro espalha serpentinas. É verde. É rosa! Todos os pierrôs já estão com os olhos cheios d´água. A comissão de frente anuncia :
Sem fantasia ninguém sobrevive ao caos.
Pós-carnaval, ela ainda esta sambando.

domingo, 13 de julho de 2008

O Espetáculo





Buarqueanas


Inspirado na obra de Chico Buarque de Holanda, O Núcleo Magdala – Pesquisa em Performance-, estréia, em agosto, o espetáculo Buarqueanas - Mulheres em Chico ou Mulheres de Chico?


A montagem é resultante de uma pesquisa realizada há alguns anos pelas atrizes Márcia Kopczynski e Patrícia Unyl sobre o Universo Feminino. A temática aproximou as artistas da obra buarqueana que passou a ser a principal referência na criação do espetáculo.



Teatro, música, artes-visuais : linguagens que se complementam neste mergulho na obra buarqueana. Mas não é um mergulho solitário. Como toda criação coletiva, o grupo congrega diferenças e cria leis.


lei da contaminação


é possível copiar, imitar descaradamente na forma, gesto ou intenção corporal do colega ao lado;


ou justamente o contrário: fazer oposição aquilo q o outro esta nos lançando.


A contaminação também pode se dar pela idéia, energia, piração alheia);


E no espetáculo uma cena vai se contaminando pela outra. Estamos transitando.



A lei da Mulher + forte



Há muitos personagens femininos fortes na obra de Chico.

Nos valemos de algumas deles: Joana, Bárbara, Geni, Anna ...



A lei da Fantasia


Neste país inventado as figuras buarqueanas queimam navios destinam pelas quartas-feiras de cinza. E a história é contada sob o ponto de vista do ofício de uma atriz que recebe o público e o convida a partilhar sua paixão e o destino dos personagens. Alías tudo começa ali, nos bastidores.


A montagem propõe o diálogo entre as Múltiplas Visões do Feminino através da recriação das imagens representadas por estas mulheres. O espetáculo promove o encontro hipotético de algumas figuras buarqueanas, explorando os conflitos daí resultantes através da desconstrução da obra teatral e musical de Chico Buarque.



Com foco na dramaturgia do ator – partindo de seu corpo, sua voz, seu movimento e presença cênica, a montagem tem uma narrativa não linear construída na interação entre música e texto dramático orientada por Diones Camargo.


A trilha sonora, assinada por Mateus Mapa e Leonardo Boff foi desenvolvida conjuntamente com a dramaturgia através da improvisação entre elenco e músicos. Utilizando o gesto performático como fonte de composição do gesto sonoro, valoriza ritmos característicos da identidade brasileira, sendo executada ao vivo pelos músicos Ed Lanes (que também participa como ator), Nikola e Mateus Mapa.


A direção cênica é de Arlete Cunha.


Em seu conjunto, Buarqueanas - Mulheres em Chico ou Mulheres de Chico? ganha a dimensão de um caleidoscópio de imagens repleto de arquétipos ligados ao feminino transgressor.


O espetáculo tem o financiamento do FUMPROARTE e a direção de produção de Inês Hübner.



No elenco, além das atrizes Márcia Kopczynski e Patrícia Unyl (que também assinam a direção artística do projeto) estão:
Clarice Nejar,
Cristiane Bilhalva,
Eveliana Marques e
Juliano Barros.

Também integram a Ficha Técnica:
Preparação Vocal: Claudia Braga
Figurinos : Patrícia Preiss
Iluminação: Mirco Zanini
Cenografia e Projeto Gráfico: Fernando Bakos

Instalação: (cowbees) e Lisi Rabello

Fotografia: Luciana Mena Barreto

Participação especial: Banda Maria Vai com as Outras
(bandamariavaicomasoutras)

SERVIÇO:
Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República, 545)
De 15 de agosto a . – sextas e sábados, 21h e domingos as 2oh

O Livro da Atriz




DivinAtriz
Ser-nômade


Deusa-metamorfose


Mito


Monstro sagrado


Feito


Serás??






Rosto de Giz


Mancha NEGRA


canto do olho


Rosto em BRANCO


Máscara desfeita








Fluctuum
Lágrima seca


Sorriso ligeiro


inunda


tempera






DivinAtriz


máquina de emocionar






DominAtrix


Território da atriz


o Palco


sempre útero


por último


noite

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Valsinha


" Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz."
(VALSINHA - Vinicius de Moraes - Chico Buarque 1970)